SOLIDARIEDADE EM TEMPOS DE PANDEMIA: MULHER VENDE MANDIOCA NO SEMÁFORO EM AVARÉ E INSPIRA ATRAVÉS DAS REDES SOCIAIS

Rosana da Cruz Florêncio, 55 anos, mãe, esposa e avó. A identidade dela encantou os moradores avareenses e foi através das redes sociais que uma simples foto, tocou o coração de muitas pessoas.

Há pouco mais de 10 dias, dona Rosana passou a ocupar espaço em uma rua que liga o centro da cidade a um dos principais bairros de Avaré.

Com um carrinho de mão, disposição e muita simplicidade ela passa cerca de 10 horas do seu dia no semáforo da Rua Santos Dumont, no bairro Brabância e é vendendo pequenos saquinhos de mandioca que ela garante o sustento da família.

Avareense por nascimento, ela conta que desde os 7 anos trabalha nas ruas da cidade vendendo doces, verduras, pães e queijo.

“Eu cresci trabalhando na rua. Já rodei a cidade inteira e cada dia ia vender em um bairro diferente. Hoje, por conta dos meus problemas de saúde já não consigo mais andar tanto. Meus ossos estão desgastados e sinto muita dor nas pernas quando me esforço bastante”, disse.

Por conta das fortes dores, dona Rosana optou por trabalhar em um único ponto da cidade e é o local em que há poucos dias ela já se tornou conhecida e fidelizou muitos clientes.

A publicação contando sobre seu trabalho teve mais de 2 mil compartilhamentos e foi feita por um usuário do Facebook e cliente que passou pelo local e adquiriu o alimento vendido. A foto circulou por diversas redes sociais e dona Rosana ganhou além de clientes, amigos e admiradores.

História de Vida: Mãe de dois filhos, sendo um deles adotivo, ela conta com muito orgulho sobre as lutas enfrentadas desde muito nova. Há cerca de dois anos ela venceu um aneurisma e um câncer no intestino, o qual ainda segue fazendo acompanhamento médico.

“Eu passei vários dias internada em Botucatu e até um aniversário em que o médico levou um bolo para comemorar”, relembrou.

Mesmo com as dificuldades e a saúde fragilizada, dona Rosana conta que o sonho dela é construir um salão de festas para locação e assim poderá ter uma renda, que de acordo com ela será “sua aposentadoria”.

“Uma vez eu não tinha dinheiro para pagar o aluguel e foi vendendo maça do amor na rua que consegui juntar. Sei que aos pouquinhos vou conseguindo juntar para ter o meu salão”, completou.

Para vender as mandiocas ela conta com a ajuda do filho adotivo que se encarrega de limpar os alimentos e as vezes da companhia do marido que a acompanha no semáforo.

“Meu marido tem 79 anos e sua saúde é muito fragilizada. Ele sofre de Mal de Parkinson e não gosta de ficar sozinho. As vezes ele me acompanha, mas nem sempre ele consegue por conta da doença”, disse.

 “Minha vida não é fácil e nunca foi, mas eu vejo por aí muitos jovens com muito mais saúde que eu e sem disposição para trabalhar”, completou.

SOLIDARIEDADE: Durante os dias de baixas temperaturas, um grupo de empresários e amigos da cidade se organizou através do WhatsApp para passar pelo local e adquirir saquinhos de mandioca para que a comerciante não precisasse ficar até a noite no local.

Para quem quiser adquirir as mandiocas vendidas por ela é só passar pela Rua Santos Dumont. Além da repercussão nas redes sociais, vários dos seus clientes recomendam o produto como bom e saboroso. 

 

 

Jornalismo Paulista FM