Cátia Oliveira mesatenista de Cerqueira César é bronze no Japão e ouro em superação

A mesatenista Cátia Oliveira, atleta de Cerqueira César é superação em tudo. Ela tinha o sonho de defender a seleção brasileira de futebol, mas teve que trocar de esporte depois que perdeu o movimento das pernas em 2007. Em 2018, ela perdeu o pai, que sofreu parada cardíaca ao saber da classificação da filha para as finais do paralimpico da Eslovenia.

 

mesatenista Cátia Oliveira, de Cerqueira César (SP), conquistou o bronze e a 20ª medalha do Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio, neste sábado (28). A atleta perdeu para a sul-coreana Su Yeon Seo na semifinal, por 3 sets a 1, e como não há disputa pelo terceiro lugar, Cátia ficou com o bronze.

Cátia Oliveira estreou com vitória nas Paralimpíadas, na quarta-feira (25), quando venceu a finlandesa Aino Tapola. No dia seguinte, a brasileira foi derrotada pela polonesa Dorota Buclaw, mas mesmo assim avançou às quartas de final, quando derrotou a italiana Giada Rossi por 3 sets a 0 e garantiu a medalha de bronze.

No dia, a família do interior de São Paulo acompanhou a pontuação de Cátia por meio de um aplicativo, já que o jogo não foi exibido na televisão 

Cátia Oliveira tinha o sonho de defender a seleção brasileira de futebol e passou a jogar tênis de mesa depois que perdeu o movimento das pernas em um acidente de carro, em 2007.

Na época, a jovem de 16 anos estava prestes a ser convocada para o Mundial Sub-17, mas sofreu um trauma na coluna por causa da batida de carro e ficou paraplégica, impedida de participar do campeonato.


A partir disso, a atleta teve que se adaptar e começou a jogar tênis de mesa. Desde então, além da medalha em Tóquio, Cátia já disputou as Paralimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, conquistou medalhas de ouro nos Jogos Pan Americanos e, em 2018, foi campeã no Mundial de Tênis de Mesa na Eslovênia.

"Ela encontrou o tênis de mesa e renasceu a paixão dela pelo esporte. Ela sempre gostou de esporte com bola, desde pequena. E a paixão continua mesmo que seja com as mãos, e não com os pés. Os olhos dela brilham", contou a mãe de Cátia, Rosana Aparecida da Silva.

Morte do pai

Em 2018, Cátia Oliveira passou por um momento difícil ao conquistar a inédita medalha de prata no Mundial Paralímpico de tênis de mesa, na Eslovênia. O pai dela, Flávio Alves, morreu vítima de uma parada cardíaca logo depois de saber da classificação da filha à final da competição.

Antes do pódio, todos os atletas do Mundial realizaram um minuto de silêncio e, mesmo sabendo da perda do pai, Cátia Oliveira fez questão de subir ao pódio para homenageá-lo. Ele foi enterrado em Cerqueira César.

(Com informações do G1)

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